quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Pontes entre nós!


Se é verdade que uma ponte
É uma ligação,
Também é verdade que entre nós,
Existe uma ponte cada vez mais
Forte, reflexo da nossa união
e ouso dizer da nossa aliança!
Que se vai construindo dia á dia,
entre coisas grandes e pequenas,
bênçãos e angústias,
e o segredo está em saber reconhecer-Te,
em estar atenta,
mantendo a firmeza da fé.
Também não me iludo,
Digo isto porque só me posso iludir a mim,
Porque Tu me “sondas e conheces”
“de longe conheces o meu pensamento”.
Sei que às vezes vacilo e que fica difícil olhar em frente,
mas é aí que Tu me amparas,
me abraças firme e delicadamente.
Sem cobranças…para quê?!
Bem conheces o meu coração pesado,
amargurado pela queda.
Importa-Te mais que eu me levante
e continue a caminhar.
Nestes dias sinto-Te assim,
bem perto e reconheço
a tua presença em cada pormenor!
Fico feliz e tranquila Contigo.
E vou rezando para que a nossa ponte,
se prolongue continuamente,
num esforço para que não se quebre!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Reconhecer


O meu Deus é muito Grande,
É Pai e amigo,
Companheiro e confidente sempre presente.
O meu Deus é Tudo,
Tem dias em que tem de ser
mais Ele em mim, que eu própria.
E só assim tudo fluí.
Porque Tu estás ali,
Tão firme e tão presente.
É um animo e uma verdadeira bênção,
saber-Te assim tão unido a mim.
Este reconhecimento compromete-me
todos os dias, a cada hora,
faz-me mais livre de tudo,
porque Tu és o meu tudo.
Este sentimento reforça os nossos laços,
a nossa união vai ficando mais próxima,
e claramente cada dia mais consistente.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

A vida com as suas coisas


É estranho,
Chega a ser desconfortável,
que depois de um momento tão forte,
tão cheio de Ti, tão próximo do teu chamado,
venha a vida com as suas coisas…
Aí para trás fica a profunda inquietação
de Te ouvir, de sentir as tuas palavras
que me interpelam e sobretudo me seduzem.
Parece que aquele bater acelerado do coração,
que se inquieta por estar cheio de Ti,
Cheio de vontade de avançar,
De avançar no projecto a que me chamas,
enfrentando as minhas limitações,
os medos que me prendem,
deixa de fazer sentido.
Só confusões,
Só mesquinhices… tão humanas,
tão pequenas que nos afastam do essencial.
O primeiro impacto de frente custa,
parece que não faz sentido,
como é que no Nosso dia,
isto acontece!?
Mas é aí que percebo que a minha fé é maior,
maior que qualquer chatice,
contrariedade ou entrave que surja!
Porque aí, lá estás comigo,
tão desanimado como eu,
mas a dar-me as forças
que aparentemente me escapam.
E de novo renasce a esperança,
nada se resolve no imediato, ainda assim,
as soluções mais ou menos fáceis ali estão,
e quanto mais me confio a Ti,
mais serena fico.
E entendo que a vida com as suas coisas,
podia não ter surgido naquele momento,
mas talvez tenha sido bom,
porque assim cheia de ti,
tudo se enfrenta.
Caminhamos juntos!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Amigos


“A ti a quem eu chamo amigo,
Vou-te dizer com o que podes contar,
Pra ti sei como uma porta aberta,
Na qual tu podes sair ou entrar.
Não te prometo estar sempre de acordo,
Porque um amigo não diz sempre sim”

A amizade é assim,
faz-nos mais humanos,
desperta a nossa atenção para o outro,
liberta-nos do egoísmo do eu,
para descobrir a dimensão do outro.
E a comunhão vai acontecendo
em pequenas coisas,
em pequenos Dons que emergem.
Valorizamos todas as oportunidades
em que estamos juntos,
porque sempre conhecemos mais o outro,
e damo-nos a conhecer.
A amizade é uma troca,
Livre, desinteressada, atenta,
Partilhamos o que temos e somos,
Sem reservas, sem mascaras.
Aprendemos a ler os olhos de quem escutamos,
Porque um amigo já nos conhece por dentro,
Às vezes nem precisamos falar,
para espelhar a alegria ou a tristeza que nos vai na alma.
Os laços que se criam fazem-nos cuidar,
em qualquer momento,
aprendemos a valorizar a presença,
o simples Estar,
a Escuta,
a Oração.
É aí que se explica quando rebentamos de alegria,
com a felicidade dele,
ou nos sentimos impotentes perante o seu desespero…
Mas nesse mesmo momento,
Dà-se o milagre da Fé,
A certeza de sermos instrumentos de Deus,
Deixa-nos mais fortes para os acompanhar,
faz-nos desapegar-nos de nós,
para olhar o outro e pelo outro.
Sentimo-nos mais de Deus,
E aprendemos a confiar-lhe alguém
que lhe è tão especial como a nós,
Afinal foi Ele que nos cruzou caminhos
e aí está a nossa grande bênção.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Centro


Tudo adquire outra calma,
outro brilho,
outro encanto até…
Quando Tu voltas a ser o Centro de tudo.
E de novo nos reencontramos,
voltamos a caminhar juntos,
não que deixássemos de o fazer,
porque Tu estiveste sempre ali,
a caminhar lado a lado,
mas talvez que eu não tenha estado
sempre tão desperta como hoje.
Contigo no centro de tudo,
o dia fluí,
o que parece mais difícil,
não deixa de o ser,
mas tenho outra confiança.
Aquela que vem de Ti,
e aos poucos tudo se vai fazendo.
Até as palavras e frases que surgem,
não são soltas,
se pensar bem,
Tu ali estás naquele conselho sábio,
naquele apoio simples.
Na leveza de chegar ao fim e sentir,
dever cumprido…
E tudo, tudo…
porque Te tive sempre comigo,
e desta vez estive atenta!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Mudar



Oh, meu Senhor,
E meu Tudo!
Às vezes queria poder mudar
tantas coisas,
não digo mudar o mundo,
porque isso é a missão de todos.
Falo em mudar-me a mim,
Que custa tanto,
ou mais!
Falo neste orgulho que me mata,
que me distancia do que tenho de melhor,
que me faz precipitar,
motivo de tanto sofrimento desmedido.
E porquê?
E para quê Senhor?!
Quando caiu em mim,
pergunto-me como mudar…
Parece que caminho para um beco sem saída,
aparentemente as coisas serenam,
mas é uma ilusão bem sabes,
na próxima cena,
lá caiu de novo.
Então qual a solução.
Diz-me Senhor,
Porque custa tanto mudar por dentro,
Ser melhor, ser mais e melhor,
Qual a chave para a mudança,
É a humildade?!
Será esse o caminho?
É com certeza,
Oh, Senhor,
Ajuda-me a serenar na humildade,
A gerar mais que vontade de mudar.
Molda-me nas Tuas mãos sábias,
que tão bem me conhecem e sabem o que me falta!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Miguelita?!


Revejo-me neste Miguelito,
“À espera de alguma coisa da vida”,
tenho passado uns tempos assim.
Como se a vida tivesse que me dar tudo,
E eu pudesse permanecer ali,
Simplesmente à espera.
Mas não…
É um engano,
Um deixar andar,
Talvez seja esta liberdade que nos confias,
pode deixar-nos deste modo,
soltos, estagnados ou confiantesde mais.
Contudo, facilmente percebemos que
importa avançar,
que o caminho se faz caminhando.
E que só Tu,
Dás sentido À Vida,
À minha Vida.